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19-10-2005 | Medicina |

Fonte: Folha Online
O Hospital das Clínicas, em São Paulo, realizou transplantes de uretra com matriz acelular em cinco pacientes que sofriam de estreitamento no canal. Com isso, afirma ter se tornado a primeira instituição de saúde do Brasil e a segunda do mundo a realizar o procedimento.
Uma das principais vantagens da técnica é o fato de ela dispensar a compatibilidade entre doador e receptor -muitas vezes um obstáculo para transplantes. Além disso, os pacientes não precisam usar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão transplantado.
O transplante, em testes há dois anos no Hospital das Clínicas, foi realizado em pacientes lesões uretrais graves e intratáveis pelos meios
tradicionais. O primeiro paciente, que sofreu com o problema durante 20 anos, havia passado por dez procedimentos cirúrgicos. Ele recebeu 15 cm de uretra em um único procedimento -em geral, o tamanho varia de 6 cm a 12 cm.
Segundo o HC, a estenose de uretra é um problema que afeta 1% da população masculina. O estreitamento do canal impede que o indivíduo urine normalmente e, para urinar, muitos têm de utilizar uma sonda.
Quando a estenose é acentuada, a sonda não passa pela uretra e, por isso, o paciente passa por uma cirurgia (cistostomia). Desta forma, os médicos colocam uma sonda na região da bexiga pela parede abdominal, por onde será drenada a urina.
Além do Hospital das Clínicas, o único centro do mundo a realizar o novo tipo de transplante fica na Universidade da Califórnia, que desenvolveu a técnica em conjunto com a Faculdade de Medicina da USP.
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