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07-06-2006 | Biotecnologia |
 Segundo cientistas australianos, trata-se de um primeiro passo rumo à criação de órgãos inteiros para substituir os danificados
Fonte: Estadão Online
SYDNEY, Austrália - Um grupo de cientistas australianos conseguiu desenvolver células que crescem em três dimensões no corpo de um paciente, o que pode levar à recriação de órgãos vitais.
Até agora, as células reproduzidas só cresciam em duas dimensões. A nova técnica permite o desenvolvimento integral de órgãos, com enormes repercussões nos transplantes, segundo os cientistas.
As novas células foram criadas numa câmara de plástico colocada sob a pele do paciente, explicou o responsável pela pesquisa, Wayne Morrison, do Instituto de Microcirurgia Bernard O´Brien, no Hospital Saint Vincent´s de Melbourne.
A câmara «é uma caixa vazia na qual foi implantado um vaso sanguíneo» onde os cientistas deixaram as células crescer, informou Morrison. Até o momento, disse o cientista, foi possível criar «tecido do peito, gordura, músculo e o do pâncreas, que produz insulina». A descoberta pode servir para um paciente recriar seu próprio coração, acrescentou.
É um primeiro passo rumo à criação de órgãos inteiros para substituir os danificados e conseguir além disso evitar a rejeição. A descoberta terá «repercussões enormes para milhares de pessoas no mundo todo que dependem de um transplante. Especialmente para os cardíacos», conclui Morrison.
EFE
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