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16-05-2006 | Biotecnologia |
Biotecnologia

Fonte: PUBLICO.PT
A primeira enzima produzida por biotecnologia é a nova estrela do Museu da Farmácia, em Lisboa, ocupando lugar de destaque ao lado da penicilina, outra das grandes descobertas que marcam os cinco mil anos da história da saúde.
A partir de 1 de Junho, no âmbito das comemorações do décimo aniversário da instituição, esta enzima produzida há dez anos para curar a doença de Gaucher vai figurar entre o espólio do museu, na forma de um pó branco liofilizado, dentro de um frasco.
De acordo com o director do Museu da Farmácia, João Neto, este espaço «mostra e reflecte cinco mil anos de saúde sempre com peças originais», oriundas de civilizações e culturas distantes no tempo e no espaço, como a Mesopotâmia, o Egipto, a Grécia, Roma, os Incas, os Aztecas, o Islão, o Tibete, a China e o Japão.
Há depois um espaço consagrado à farmácia europeia desde a Idade Média até 1929, com o isolamento da penicilina pelo cientista escocês Fleming.
A penicilina é precisamente a última peça da exposição «farmácia no mundo», ao lado da qual vai passar agora a ter lugar de destaque a enzima produzida e oferecida ao museu pela empresa de biotecnologia Genzyme.
Para João Neto, esta enzima inaugura a «zona do século XXI» com uma área focada na biotecnologia, tecnologia do futuro em termos de investigação científica para a saúde.
Este evento insere-se no âmbito das comemorações do aniversário não só do museu, mas também da Genzyme, que faz 25 anos.
O Museu da Farmácia e a Genzyme associaram-se para comemorar os aniversários, tendo organizado em parceria este evento que conta também com uma conferência subordinada ao tema «Biotecnologia: Investimento, Ciência e Saúde», que decorre no mesmo dia nas instalações do museu.
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